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José Euricledes Ferreira, nome literário Euricledes Formiga, nasceu em São João do Rio do Peixe, Paraíba, a 19 de junho de 1.924, filho de José Ferreira de Sá e Ana Formiga Ferreira.
Viveu sua infância enfrentando a penúria e o abandono do sertão nordestino, saindo de lá ainda jovem adolescente.
Jornalista profissional, ingressou na “Gazeta de Notícias”, durante oito anos, em Fortaleza no ano de 1.946. Redator da “Folha de São Paulo”, colaborou em outros jornais paulistas, como “A Gazeta”, e Rádio “Gazeta”, no programa “Enciclopédia no Ar”, de Fernandes Soares e na extinta TV Excelsior de São Paulo.
Em 1.961, em Brasília, exerceu as funções de Oficial do Gabinete do Prefeito, na época Paulo de Tarso Santos, chefe do serviço de imprensa do Presidente da Novacap, e redator da Agência Nacional.
Criou e dirigiu durante dois anos o Grupo de Pesquisas e Estudos Folclóricos do Instituto Central de Letras da Universidade de Brasília.
Exerceu cargos na Justiça Federal de São Paulo, até aposentar-se como Diretor Administrativo, em São Paulo.
Poeta repentista e declamador, realizou excursões por todos os Estados do Brasil. Foi considerado uma das primeiras memórias do País, citado entre as quatro maiores memórias do Mundo em matéria na “Revista Realidade”, em 1.972.
Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Guarulhos, em 1.973. Quando publicou “As Rosas Estão Abertas”, escreveu o ilustre e saudoso poeta Cleômenes Campos:
“- Esta poesia, clara e espontânea, ágil e musical, brota de um coração irrequieto, trefegamente deslumbrado com o espetáculo do Mundo. Coração lírico e ingênuo, búzio sensível e harmonioso, onde ressoa, de contínuo, com aparatos de festa, o encantamento da infância. Coração errante e simples, de inconseqüente marujo, fascinado por todas as ilhas, sobretudo aquelas que não existem”.
Também do autor de “As Rosas Estão Abertas”, escreveu Fernandes Soares :
“- Há em toda a sua poesia mar e amor, paz e saudade, ternura e vida, esperança e alegria. O otimismo é o lábaro de seus poemas. Euricledes Formiga faz de cada poema a marca de suas descobertas pelas praias do sonho.
E de búzio ao ouvido, através dos dias, vai escutando a sinfonia do mar, horizonte verde da terra, visão azul da eternidade”.
Na seara espírita, Eurícledes Formiga, exercia suas atividades junto ao “Centro Espírita Perseverança”, do qual era Diretor.
Casou-se com Annabel Maria Almeida Ferreira, sua companheira e sua musa amada. Teve três filhos: Miguel Vinícius Guarnieri de Almeida Ferreira (Miguel Formiga), Marcus Vinícius de Almeida Ferreira ( Quito Formiga ) e Maria de Fátima Almeida Ferreira ( Fafá ). Sua família até hoje trabalha no “C. E. Perseverança”. Eurícledes Formiga desencarnou às 12:10 hs do dia 09 de Maio de 1.983, em São Paulo, vítima de choque cardiogênico.
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